Com forte personalidade desde a infância, a artista teve grande parte de sua educação através de babás e governantas, pois os colégios tradicionais não aceitavam seu "comportamento rebelde". Foi durante a adolescência que Leonora teve contato com o mundo artístico, estudando em colégios em Florença, Paris e Londres.


Com apenas 20 anos conheceu Max Ernst, com quem foi morar no sul da França e passou a desenvolver seu trabalho na pintura e nas artes plásticas. Com essa mesma idade, entre os anos de 1937 e 1938, pintou seu auto retrato conhecido como "Inn of the Dawn Horse", obra que faz parte do acervo permanente do Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.


Leonora sofreu com crises de pânico e ansiedade após fugir para a Espanha durante a Segunda Guerra Mundial, quando Max foi preso pelos franceses e posteriormente pelos alemães, por ter sua obra considerada subversiva. Essas crises psicológicas culminaram com sua internação em um hospital psiquiátrico, onde sofreu diversos procedimentos relatados anos depois em obras de literatura, nos quais Leonora descreve diversas de suas experiências pessoais junto a ficções e histórias relacionadas ao seu trabalho surrealista.


Após receber alta do hospital e viajar para Portugal com uma cuidadora contratada pela família, Leonora foge para Cidade do México junto ao poeta Renato Leduc, com quem ficou brevemente casada. Foi no México que a artista integrou o Movimento pela Liberdade das Mulheres e engajou-se bravamente na luta pelos direitos de cada mulher ter liberdade de escolha.


Como artista que buscou seus próprios ideais e desafiou a família para seguir com sua carreira, Leonora sempre reforçou que a feminilidade retratada em sua obra não idealizava sentimentos ou formas de se olhar a mulher através da psicanálise, como era feito por muitos de seus colegas surrealistas. Na verdade, a artista imprimia suas próprias experiências, principalmente no campo da sexualidade e retratava dualidades enfrentadas pelas mulheres de sua época.


Temas mitológicos fascinavam Leonora, que retratava em suas pinturas criaturas mágicas, híbridas. Os cavalos alados eram recorrentes em sua obra e muitas vezes apareciam em seus auto retratos. A artista declarou que cavalos encantavam sua mente por estarem tão relacionados com a liberdade.


Seu quadro "Juggler" foi leiloado em 2005 como a obra surrealista mais cara já comercializada durante a vida de seu autor. Em Maio de 2011 Leonora, ainda morando na Cidade do México, faleceu aos 94 anos deixando um legado inspirador para as artes e pela plena liberdade das mulheres.




Talita

#weethings





Atualizado: Set 3



Quando a cidade de São Paulo fez 450 anos, em 2004, participei de um concurso de fotografia promovido pela ACESC. Eu tinha 10 anos na época e meu pai me levou em alguns pontos de SP para eu fotografar. Eu me lembro de como todas aquelas construções e lugares eram novidade para mim. Meu pai, que herdou o gosto pela fotografia do meu avô, estava naquele momento tentando me passar também. Me ajudava a segurar a câmera, que eu achava imensa por sinal, sugeria ângulos, falava para eu pensar direito nos enquadramentos…


Bem, eu ganhei o concurso e recebi um troféu em prata e acrílico. A foto com a qual participei chamava “Tocando o azul”, sugestão de meu pai inclusive. E foi a partir dai, a partir desse olhar do meu pai, que passei a sempre olhar para cima e reparar no céu junto as construções das cidades.


Compartilho aqui alguns dos meus #frameswee que tem o céu como fundo, sempre o melhor entorno para a arquitetura!


Talita

#weethings




Em tempos de constante turbulência, resgatar lembranças foi nosso meio de buscar calmaria e uma certa segurança. Respirando memórias, conseguimos abstrair um pouco das frustrações do nosso presente e dúvidas sobre o futuro. Voltamos nossas atenções para o divertimento e o prazer em criar.


Em 2014 viajamos para Ouro Preto e Inhotim, ainda durante a faculdade de arquitetura. Uma experiência muito rica, que misturou arquitetura colonial, barroca e contemporânea, explorou obras de arte da história brasileira e também os mais diversos movimentos artísticos globais. Apesar do universo incrível que estávamos vivenciando, um outro mundo começava a despertar interesse em nós. Na época, a WEE não existia e, honestamente falando, não era nem se quer um projeto futuro. A Talita sempre teve grande interesse pelo desenho de uma joalheria geométrica, limpa e repleta de detalhes, enquanto a cidade de Ouro Preto exibia seu forte histórico de mineração de pedras preciosas.

O ar que respirávamos parecia apontar em uma direção que desconhecíamos há seis anos. A paixão que existia dentro da Talita decidiu que a recordação dessa viagem seriam cinco pedras preciosas, mesmo sem um propósito claro na época. Granada, Rubi, Esmeralda, Turmalina e Safira voltaram para São Paulo com a gente numa longa viagem de ônibus e, desde então, permaneceram como uma lembrança, numa caixinha que a Talita guarda vários “pertences” sentimentais e vira e mexe, pego ela olhando para esses itens guardados.

Nesses (vários) dias em casa, foi muito bom reviver os momentos dessa viagem, a inspiração fluiu naturalmente, nos sentimos bem criando, desenhando e fugindo da realidade de alguma forma.


Talvez a arquitetura geométrica e precisa das galerias em Inhotim, talvez o relevo de Ouro Preto que revela paisagens inesperadas ou ainda os valores imateriais da história em contraste com a forte presença de pedras preciosas deram vida a cada um dos cinco anéis em prata, que abraçam sua pedra preciosa como se fossem feitos um para o outro, cada qual com sua história, carregando seu próprio significado e resultando em um único corpo em equilíbrio.


Sem dúvidas foi um grande desafio para nós produzir a distância pela primeira vez. Nossos parceiros estão todos trabalhando de suas próprias casas e a troca por mensagens, áudios e imagens foi constante, para, finalmente, compartilharmos com você essas criações únicas, que carregam a energia e aprendizado de um momento também único em nossa vida. Reforçando a certeza de que todo passado, lembrança e memória têm um forte poder de se recriar e reinventar em momentos que nos sentimos inseguros e que olhar para trás pode trazer muito aprendizado e autoconhecimento sempre!


Vinícius

#weethings


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